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Poem

Augusto dos Anjos - Nome maldito

Das trombetas proféticas o alarde 
Falou-lhe, por seus onze augúrios certos: 
"E maldito o teu nome! E aos céus abertos, 
Não há divina proteção que o guarde!" 


Augusto dos Anjos - Nome maldito - Poem

Das trombetas proféticas o alarde 
Falou-lhe, por seus onze augúrios certos: 
"E maldito o teu nome! E aos céus abertos, 
Não há divina proteção que o guarde!" 

Dúvidas cruéis! Momentos cruéis! Incertos 
E cruéis momentos! Ânsias cruéis! E, à tarde, 
Saiu aos tombos, como um cão covarde, 
A percorrer desertos e desertos... 

E, assombrado, com medo do Infinito, 
Por toda a parte, onde, aos tropeços, ia, 
Por toda a parte viu seu nome escrito! 

Vieram-lhe as ânsias. Teve sede e fome... 
E foi assim que ele morreu um dia 
Amaldiçoado pelo próprio nome! 



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